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Por que é tão difícil dizer não — e como a terapia pode ajudar.

  • Foto do escritor: Marina Acioly
    Marina Acioly
  • 11 de mar.
  • 3 min de leitura

Você diz sim quando quer dizer não?

Se você frequentemente se pega aceitando pedidos que não queria aceitar, saindo de conversas com aquela sensação de que traiu a si mesma, ou evitando conflitos mesmo quando sente que tem razão — você não está sozinha.

A dificuldade em dizer não é uma das questões mais comuns que aparecem na terapia. E, por mais simples que pareça, ela costuma ter raízes profundas — em crenças sobre si mesma, no medo de rejeição e em padrões aprendidos ao longo de anos.


Por que dizer não gera tanta culpa e ansiedade?

Na perspectiva da TCC, a dificuldade em estabelecer limites está quase sempre associada a pensamentos automáticos negativos — aquelas interpretações instantâneas que surgem antes mesmo de você ter tempo de refletir:

•      'Se eu disser não, vão me achar egoísta.'

•      'Preciso estar disponível para as pessoas ou vou decepcionar.'

•      'Minha necessidade não é tão importante quanto a delas.'

•      'Se eu colocar limites, vou perder esse relacionamento.'

Esses pensamentos produzem emoções intensas — culpa, medo, vergonha — que tornam o não quase impossível de pronunciar. E com o tempo, esse padrão se retroalimenta: quanto mais você cede, mais difícil fica dizer não da próxima vez.


A relação entre limites e autoestima

Estabelecer limites saudáveis não é um ato de egoísmo — é um ato de autorrespeito. Quando você consegue dizer não com tranquilidade, está comunicando uma mensagem importante para si mesma: 'Minhas necessidades e sentimentos também importam.'

Na TCC, trabalhamos a assertividade — a capacidade de expressar suas necessidades, opiniões e limites de forma direta e respeitosa, sem agressividade e sem submissão. Assertividade é uma habilidade, não um traço de personalidade. Isso significa que ela pode ser desenvolvida.


Os padrões que estão por trás — visão da TCC

A dificuldade em dizer não frequentemente está ligada a duas crenças centrais muito comuns:

•      'Preciso ser aprovada pelas outras pessoas para ter valor.' — Essa crença faz com que qualquer possibilidade de desagradar o outro seja vivida como uma ameaça à sua identidade.

•      'Sou responsável pelo bem-estar emocional das pessoas ao meu redor.' — Essa crença coloca um peso desproporcional nos seus ombros e faz com que as necessidades dos outros sempre venham antes das suas.

Identificar essas crenças é o primeiro passo para questioná-las. Elas foram formadas em algum momento da sua história — e podem ser ressignificadas.


Um exercício prático para começar

Antes de responder 'sim' ao próximo pedido, experimente fazer uma pausa e se perguntar:

•      Eu realmente quero fazer isso, ou estou dizendo sim por medo de decepcionar?

•      Se eu disser não, o que de pior poderia acontecer? Essa consequência é realmente provável?

•      O que eu faria se não tivesse medo da reação do outro?

Não se trata de dizer não para tudo. Trata-se de que o seu sim seja genuíno — uma escolha, não uma obrigação disfarçada.


Como a terapia pode ajudar

Em um processo terapêutico com foco em TCC, trabalhamos de forma estruturada para:

•      Identificar as crenças que tornam o não tão difícil para você especificamente.

•      Questionar e reestruturar esses pensamentos com base em evidências reais.

•      Praticar a assertividade de forma gradual — começando pelas situações menos ameaçadoras.

•      Desenvolver respostas alternativas para situações em que você costuma ceder.

O objetivo não é transformar você em uma pessoa inflexível. É que você tenha escolha — que o sim e o não venham de um lugar de consciência e autorrespeito, e não de medo ou culpa.


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Marina Acioly · Psicóloga

CRP 11/12876 · Atendimentos online

© 2025 Marina Acioly

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